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Pelo quarto ano consecutivo, a Fundação AstraZeneca (FAZ) mostrou o seu empenho no incentivo à investigação na área dos cuidados de saúde primários (CSP) em Portugal. No passado dia 27 de Janeiro, premiou seis projectos nacionais de investigação (consultar tabela) com uma bolsa de 15 mil euros, o que perfaz um valor total de 90 mil euros.
«Ano após ano, é notória a melhoria qualitativa dos trabalhos enviados a concurso, tornando sempre mais difícil a tarefa do Conselho Científico da Fundação em avaliar as candidaturas. E 2008 não foi excepção. Ao todo, recebemos 59 projectos de investigação, envolvendo 285 investigadores. É, sem dúvida, o prémio mais concorrido da nossa Fundação», afirmou o presidente da FAZ, Alberto Aguiar.
A Ministra da Saúde esteve presente na cerimónia de entrega dos prémios aos seis projectos vencedores e agradeceu à Fundação AstraZeneca «por ter vindo a incentivar a investigação clínica em Portugal». Ana Jorge referiu que «os prémios monetários são importantes e uma boa ajuda».
Considerando que «a investigação científica é essencial para o desenvolvimento dos cuidados de saúde primários e para a melhoria dos cuidados prestados à população», Ana Jorge afirmou que o Programa de Apoio à Investigação da Fundação AstraZeneca «contribui, de um modo efectivo, «para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses».
Esta opinião foi partilhada pelo secretário de Estado da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, também presente na cerimónia, ao afirmar que os prémios da FAZ «contribuem para a melhoria dos cuidados de saúde primários em Portugal e para a qualidade de vida dos doentes».
Esse objectivo tem sido, de facto, perseguido pela FAZ desde a sua criação, em 2002. Alberto Aguiar afirmou que «a formação e o incentivo à investigação clínica em Portugal, muito particularmente na área dos cuidados de saúde primários, enquanto alicerce estrutural do Serviço Nacional de Saúde (SNS), têm sido os principais alvos do trabalho desenvolvido pela Fundação AstraZeneca».
Prémios são «um investimento»
Na cerimónia de entrega dos prémios, a Marketing Company President (MCP) da AstraZeneca Portugal, Julie Brown, considerou que o Programa de Apoio à Investigação da FAZ «não é um custo, mas sim um investimento. Isto porque, «ao contribuir para o desenvolvimento do conhecimento científico e da Medicina, vai ajudar a aperfeiçoar os cuidados de saúde em Portugal».
Ana Jorge partilhou a mesma opinião: «Este programa de apoio à investigação [que dura há quatro anos] tem cumprido o seu objectivo. Por isso, esperamos que continue nos próximos anos, para que tenhamos mais investigadores a poderem beneficiar desta ajuda.»
A maioria dos projectos premiados pelo Programa de Apoio à Investigação da Fundação AstraZeneca 2008 já está em curso, mas os vencedores são unânimes em considerar que a bolsa de 15 mil euros «é fundamental». Teresa Maia e Isabel Loureiro, duas das autoras do trabalho «Determinantes da Relação Mãe/Bebé na Gravidez» afirmam mesmo que «a investigação em Portugal tem enormes dificuldades e, se não fosse com este incentivo, seria praticamente impossível avançar com o estudo».
O secretário de Estado da Indústria e da Inovação não quis deixar de agradecer à Fundação AstraZeneca «a sua postura cívica, da qual muitos jovens investigadores podem tirar partido, para que Portugal se possa afirmar no domínio das ciências médicas e da Saúde».
António Castro Guerra aproveitou a oportunidade para apresentar o Health Cluster Portugal, que congrega já cerca de 90 instituições que actuam na área da Saúde. Uma vez que a AZ ainda não aderiu a este projecto, o secretário de Estado apelou: «A AstraZeneca e a sua Fundação não podem ficar de fora deste cluster que tem como propósito tornar Portugal competitivo na investigação, concepção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à Saúde.» E lançou o convite: «Adiram a esta rede, façam-se membros!».
Os seis projectos vencedores
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