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No passado sábado, 25 de Abril, decorreu a quarta sessão do Ciclo de Conferências comemorativo dos 25 anos da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG), em parceria com a Fundação AstraZeneca. No auditório da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, em Braga, discutiram-se as carências e as políticas a seguir para melhorar o panorama da investigação em cuidados de saúde primários.
Para Yonah Yaphe, assistente convidado desta Escola, um dos objectivos da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho (ECSUM) é investir em protocolos de cooperação. «Começar pelo ensino das metodologias, conceitos de epidemiologia e de estatística básica é um primeiro passo importante», considerou o canadiano. A ideia é «envolver mais os docentes, alunos e médicos de diferentes instituições», abrindo também «espaço para a colaboração entre diferentes países», completou.
«É preciso ultrapassar o mito de que a prática clínica e a investigação são incompatíveis. O clínico geral que faz investigação tem tudo para ser melhor médico», afirmou Clara Fonseca, directora do Internato de Medicina Geral e Familiar (MGF) da zona Norte e membro do Núcleo de Investigação da APMCG, justificando que esta actividade complementar pode contribuir para uma visão científica mais apurada e uma melhor relação médico/doente. Além disso, a própria especialidade tornar-se-ia «mais atractiva» para os jovens, um aspecto importante, dada a previsão de que, nos próximos cinco a dez anos, cerca de 70% dos médicos de família atingirão a idade da reforma.
A representante da European General Practice Research Network (EGPRN) e professora na Universidade de Hanover, na Alemanha, Eva Hummers-Pradier, focou os principais pontos da Agenda Europeia de Investigação em MGF. Em primeiro lugar, há que resolver a falta de uniformização nos modelos organizacionais dos Cuidados de Saúde Primários e as diferenças de acessibilidade a projectos.
O moderador desta conferência, Jaime Correia de Sousa, assistente convidado da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, sublinhou que a investigação não pode ser travada pela idade. «Esta é uma actividade que passa pelo pré e pós-graduado, pela formação médica contínua e pela avaliação da prática clínica.»
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